Trilhas em Malta: conheça 3 opções para explorar a ilha

Já se foi o tempo em que praticar hiking era só para os profissionais. Com um certo planejamento e cautela, é super possível conhecer bem de perto algumas das paisagens mais lindas da sua vida, utilizando só o transporte mais acessível do mundo: nossos pés! Isso porque as trilhas permitem que você se aproxime muito […]

Já se foi o tempo em que praticar hiking era só para os profissionais. Com um certo planejamento e cautela, é super possível conhecer bem de perto algumas das paisagens mais lindas da sua vida, utilizando só o transporte mais acessível do mundo: nossos pés! Isso porque as trilhas permitem que você se aproxime muito mais de determinados lugares que convenhamos, estando de carro ou de ônibus, acabamos passando bem longe.

Acreditamos que Malta é o país ideal para fazer trilhas, uma vez que a vegetação da ilha é pouco silvestre e se caracteriza basicamente pelo mix de colinas e rochas. Além de, é claro, proporcionar uma infinidade de closes das baías paradisíacas em toda a sua extensão costeira.

Vamos conhecer então 3 opções para explorar a ilha?

 

Tas-Silġ/Marsaskala-Marsaxlokk

Distância: aproximadamente 10km

Dificuldade: média, devido às subidas que exigem um nível razoável de condicionamento

Duração: 2h30 sem longas paradas

Enquanto Marsaskala é uma vila autêntica, repleta de construções e com um turismo pautado no descanso e relaxamento, Marsaxlokk é uma vila agitada e até badalada graças aos bons restaurantes à beira-mar, à famosa feira de rua e aos Luzzu’s (barquinhos coloridos) das centenas de pescadores da região. A caminhada que liga uma cidade a outra recebe o nome de Tas-Silġ.

As duas cidades, localizadas no sudeste de Malta, contemplam impressionantes cenários que ganham ainda mais destaque ao se aproximar do litoral. A caminhada entre os dois pontos se dá com a partida em Marsaskala, de forma a abraçar a lateral do porto através de um caminho fácil e bastante agradável. Lembrando que não existe uma época do ano ideal para fazer essa e outras trilhas, mas sim, evitar horários em que o sol está no seu pico. Sugerimos iniciar a caminhada por volta das 9h!

Ao perceber que está afastando-se da ilha, verá que o caminho começa a ficar levemente íngreme e pode te direcionar para terras agrícolas particulares. Mas sem pânico: basta fazer alguns desvios na costa para evitar essas propriedades! Um aplicativo simples como o Google Maps já será muito útil nessa etapa. Você vai notar também que a rota alterna entre trilhas de terra e asfalto com uma certa vista para a vegetação (nada comum!) da região.

Alguns metros adiante você se encontrará próximo à torre de St. Thomas, que costumava vigiar a região nos tempos dos ataques marítimos. E para os apreciadores de vistas panorâmicas, o ponto alto da caminhada está nas falésias brancas que parecem ter sido pintadas à óleo – também chamadas de Ras il-Fniek.

A colina divide as duas baías e tem cerca de 50 metros de largura em sua espessura máxima. As vistas desse penhasco valem extremamente a pena! E ao acabar de percorrê-lo, estará nada mais nada menos do que em St. Peter’s Pool.

Normalmente a trilha utilizada pelos turistas para chegar até a St Peter’s é saindo de Marsaxlokk, porém essa trilha inversa é uma ótima alternativa inclusive para se beneficiar do contrafluxo de turistas e com sorte, encontrar a piscina natural quase vazia.

 

Dingli, Fawwara, Wied Iz-Zurrieq

Distância: aproximadamente 11,2km 

Dificuldade: fácil, possível de ser feita em família

Duração: 2h20 sem contemplar a entrada nos templos

À sudoeste da ilha, região bastante conhecida pela famosa Gruta Azul ou ainda pelos templos megalíticos, temos uma trilha que percorre parte do litoral e ainda explora importantes monumentos e igrejas antigas. É uma caminhada pautada no conhecer e se encantar.

A caminhada tem início em Dingli Cliffs e depois segue à esquerda em direção à Capela de Santa Maria Madalena. A partir desse ponto, é possível contemplar as vistas dos Cliffs (sempre mantendo uma distância segura da borda, viu?) que são penhascos a 250 metros acima do nível do mar e que também configuram o ponto mais alto de Malta.

Siga em frente em direção à Buskett e depois confira a natureza existente na área rural de Fawwara, com seus tomilhos selvagens crescendo livremente por quase todo o espaço. Aqui, muito provavelmente você encontrará outros tantos turistas e malteses fazendo uma parada para fotos ou ainda para recarregar as energias.

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Quase se aproximando do ponto final, a trilha passará pelos templos de Hagar Qim e Mnajdra, uma importante descoberta e patrimônio histórico com escavações que chegam a ser ainda mais antigas do que as pirâmides do Egito! Caso inclua no dia de hiking a entrada no museu a céu aberto, reserve ao menos 1h para a visitação.

E por fim, voltando à trilha, um pouco mais à frente você se encontrará em Wied iz-Zurrieq, um vale notável com uma praia rochosa que abrange a famosa vista da Gruta Azul, aquela que você vê por aí no Instagram dos viajantes, sabe? O espetacular cenário finaliza a sua caminhada com direito a um bom lanche típico maltês pelas lanchonetes na redondeza!

 

Victoria Lines

Distância: aproximadamente 12km 

Dificuldade: difícil, com trechos de chão de pedra que requerem um certo equilíbrio

Duração: de 1h a 2h para a seção central principal e cerca de 5h para todo o percurso

Imagine uma muralha cortando a largura de oeste a leste de Malta, na porção que contempla as cidades de Mgarr, Naxxar, Mosta e Pembroke, ao norte da ilha.

As linhas Victoria, como são conhecidas, são um monumento único da arquitetura militar, fortificadas em 1897 e que tiveram como base o aproveitamento de uma barreira geográfica natural, conhecida como a Grande Falha. Essa cordilheira foi amplamente utilizada como uma forma de defesa por centenas de anos, construída para proteger as cidades e portos ao sul, de qualquer possível invasão pelo norte da ilha (provavelmente dos países europeus).

Hoje funciona como uma trilha para caminhadas e oferece vistas espetaculares a partir de qualquer lugar, uma vez que ela é repleta (literalmente) de altos e baixos. Ao longo do caminho, prepare-se para percorrer por entre casas, vales, campos, e terminar com a vista do mar que surge atrás de uma colina.

O ponto ideal para começar a caminhada em toda a extensão das linhas Victoria é a partir da vila costeira de Kuncizzjoni, até considerando a disponibilidade de transporte público. Assim, você começa no extremo oeste e termina no lado mais movimentado da ilha. E fique tranquilo: você pode entrar e sair a qualquer momento ao longo da rota.

Assim que você dá os primeiros passos, fica muito claro para onde a trilha vai, pois você conseguirá ver a imponente muralha subindo à sua frente. Já adiantamos que em alguns pontos você vai precisar ignorar os sinais os quais dizem “privado”, já que são apenas placas que os locais as colocam para distanciar os turistas. Mas a rota Victoria é de circulação pública, portanto pode ir sem medo.

Devido ao clima seco que costuma prevalecer na região, o momento ideal para ter a melhor experiência na trilha é entre janeiro e abril, assim, você passeará pelas paisagens de campo com direito à verde e flores. Essas paisagens inclusive “cobrem” a trilha em alguns caminhos, portanto o uso de bons tênis ou botas de caminhada são essenciais.

 

Você já conhecia alguma dessas trilhas? Elas são a prova de que dá pra se exercitar enquanto turista, e ainda desfrutar de passeios ainda pouco conhecidos pela maioria dos viajantes. Isso sim é ter história para contar! Conta pra gente nos comentários em qual delas você gostaria de ir, e até a próxima!

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